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        <title>Sementes Livres &amp; Rebeldes no 4 Festival de Sementes Crioulas da Bahia</title>
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        <description>Entre camponeses, guardiões e guardiãs da agrobiodiversidade, pesquisadores e movimentos populares aconteceu a testagem de contaminação transgênica das sementes no 4º Festival de Sementes Crioulas da Bahia, realizado pelo MPA no Assentamento Terra Nossa, em Ponto Novo. O projeto Laboratório Móvel da UFRB levou até os agricultores a tecnologia para verificar se suas sementes estavam contaminadas por transgênicos. Foram testados 3 tipos de milho produzidos no Assentamento Terra Vista por Mestre Valmir e militantes da rede: milho crioulo vermelho, milho de pipoca azul e milho guarani branco. A metodologia foi explicada durante o festival: pesam-se 180 gramas de milho para cada 200 ml de água. Depois, a mistura é triturada no liquidificador, o líquido sobrenadante é separado e deixado descansar para ser pipetado. Em seguida, colocam-se 5 ml em cada um dos quatro microtubos e adicionam-se as fitas com anticorpos que reconhecem a proteína transgênica. Quando aparece apenas uma fitinha, o teste indica que o milho está livre de transgênicos. E foi exatamente isso que aconteceu: o milho de Seu Valmir, o grande guardião e mestre de variedades, deu negativo para transgenia. As amostras se mostraram livres de qualquer contaminação. A universidade reafirmou seu compromisso com os movimentos populares, colocando-se de portas abertas para doar fitas e receber milhos para testagem a cada safra, todos os anos. Esse resultado é especialmente significativo diante da dificuldade de cultivar milho sem contaminação. A polinização cruzada do milho pode alcançar um raio de mais de 50 km, o que torna a preservação das variedades crioulas um verdadeiro ato de resistência. A equipe reforçou que a contaminação das sementes não é culpa dos agricultores, mas sim do ataque direto do capital e do latifúndio sobre a autonomia e a soberania alimentar dos povos. A rede agradece a todas e todos que apoiaram e apoiam essa caminhada, especialmente aqueles que contribuem no Apoia-se da rede. E faz um convite para que mais pessoas contribuam, para que aumente a salvaguarda das sementes crioulas e nativas. Afinal, quem tem terra, semeia. Quem não tem, apoia. Ninguém fica para trás. 👉 Apoie a Rede de Sementes: [apoia.se/teiadesementes]milho crioulo da Rede de Sementes da Teia dos Povos. A ação foi possível graças ao projeto Laboratório Móvel da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que levou até os pequenos agricultores a tecnologia necessária para verificar se suas sementes haviam sido contaminadas por transgênicos do agronegócio. Foram testados quatro tipos de milho produzidos no Assentamento Terra Vista por Mestre Valmir e pelos militantes da rede: milho crioulo vermelho, milho de pipoca azul e milho guarani branco. O resultado foi emocionante: todas as amostras se mostraram livres de qualquer contaminação transgênica. Esse resultado é especialmente significativo diante da dificuldade de cultivar milho sem contaminação. A polinização cruzada do milho pode alcançar um raio de mais de 50 km, o que torna a preservação das variedades crioulas um verdadeiro ato de resistência. A equipe do laboratório reforçou que a contaminação das sementes não é culpa dos agricultores, mas sim do ataque direto do capital e do latifúndio sobre a autonomia e a soberania alimentar dos povos. Durante o festival, a metodologia foi explicada: pesam-se 180 gramas de milho para cada 200 ml de água; depois, a mistura é triturada no liquidificador, o líquido sobrenadante é separado e deixado descansar para ser pipetado. Em seguida, colocam-se 5 ml em cada um dos quatro microtubos e adicionam-se as fitas com anticorpos que reconhecem a proteína transgênica. Quando aparece apenas uma fitinha, o teste indica que o milho está livre de transgênicos. E foi exatamente isso que aconteceu: o milho de Seu Valmir, o grande guardião e mestre de variedades, deu negativo para transgenia. A alegria tomou conta do assentamento. "Viva o milho crioulo! Viva a Teia dos Povos! Viva o Mestre Valmir!", ecoaram as vozes. A universidade, por meio do laboratório móvel, reafirmou seu compromisso com os movimentos populares, colocando-se de portas abertas para doar fitas e receber milhos para testagem a cada safra, todos os anos. A ideia é que a parceria se fortaleça e que mais pessoas possam ter acesso a esse diagnóstico essencial para a preservação da agrobiodiversidade. Esse resultado reforça o compromisso da Rede de Sementes da Teia dos Povos com a soberania e autonomia alimentar dos povos. A rede agradece a todas e todos que apoiaram e apoiam essa caminhada, especialmente aqueles que contribuem no Apoia-se da rede. E faz um convite para que mais pessoas contribuam, para que aumente a salvaguarda das sementes crioulas e nativas. Afinal, quem tem terra, semeia. Quem não tem, apoia. Ninguém fica para trás. 👉 Apoie a Rede de Sementes: [apoia.se/teiadesementes]</description>
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