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        <title>Agrotoxico é Morte</title>
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        <description>No vídeo, Erileide, liderança da comunidade Guyraroka, relata como o território Guarani e Kaiowá foi gradualmente ocupado por pastagens e, a partir de 2017/2018, por monocultivos de soja, milho e cana. Antes, a criação de boi já provocava impactos no solo; depois vieram as pulverizações aéreas, terrestres e por drone. A escola ficava a apenas 15 metros da cerca. As denúncias, inclusive em âmbito nacional e internacional, não alcançaram os resultados esperados: segundo ela, a comunidade leva os problemas às autoridades, mas a resolução depende delas. A comunidade vive “numa ilha de soja” e relata sentir os efeitos do veneno: inchaço, coração acelerado, coceira na pele e nos olhos, feridas e problemas no estômago. Erileide fala de uma “sequela que tá no nosso corpo” e que “a gente vai levar pra sempre”; “não tem cura”. Crianças crescem desnutridas, e o médico tende a relacionar o quadro à falta de alimentação, responsabilizando mãe e pai. Animais — frangos, cachorros, porcos, galinhas e gatos — também morrem intoxicados. Para ela, o agrotóxico é “uma arma química mais cruel da vida de um ser humano contra o indígena”. Diante disso, a solução apontada para a violência contra os povos indígenas no Mato Grosso do Sul é apenas uma: a demarcação imediata de suas terras. Sem território, como diz Erileide, “a gente não sobrevive”; a terra é mãe. Demarcar é garantir vida, saúde, dignidade e o fim da exposição aos venenos.</description>
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